Não lhe chamaria um Diário mas mais um "Desabafário". Um registo de como são os meus dias, o que me inquieta, o que me faz chorar, o que me faz rir. Para mais tarde recordar...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
[ShortStory] Eu e o Ryūjin...
Não via nada... Tinha calor e arrepios... Sentia frio e tremia.
Só sentia aquele odor imundo, tresandava. Tudo tresandava... E eu pensava... Como vim aqui parar?
Como me deixei arrastar para esta escuridão?
Onde estou? Quem sou eu? O que sou? No que me tornei?
Como deixei que me fizessem isto? Como deixei que me transformassem neste monstro?
A cabra fria e implacável que lhes arrancava o coração enquanto eles imploravam por perdão.
Mas que perdão? Não há perdão possível.
São eles, ou eu. Matar ou morrer. Como me podem pedir para escolher?
Não consigo, não aguento mais...
Será que eles não vêem que eu não penso. Eu não vejo. Eu não vivo. Eu só quero vingança.
Só me quero vingar de quem mos tirou, de quem mos levou. Que direito tinham eles? Quem os deixou? Quem lhes deu autorização? QUUUEEEEEEEM????
Não permito que isto me aconteça... Não permito que eles continuem as suas vidinhas. Aquelas vidinhas miseráveis. A rirem-se e darem festas, como se não estivéssemos em guerra. O que festejam eles? Quem é que eles pensam que são? QUUUEEEEEEEM????
Ainda neste estado delirante, com todas estas palavras a ecoarem na minha mente, vi alguma agitação parecia que chegava alguém a cavalo.
Foi então que vi. O rapaz mais bonito que alguma vez vira, por instantes consegui esquecer-me da jura de vingança. Só me interessavam os seus olhos. Tão bonitos.
Ainda hoje não consigo descrever o que senti quando os nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Fui fulminada por um raio. Senti-me nas nuvens, fiquei envergonhada, corei e soube que nunca mais nos iríamos separar. Se eu acreditasse no amor à primeira vista diria que era isto. Eu e Ryūjin nunca mais nos separámos...até aquele fatídico dia da gruta...
Ouvi-o contar que procurava a sua irmã que houvera sido raptada, como tinha fugido dos homens do Uesugi, como quase tinha sido morto. O entusiasmo com que ele contava aquelas aventuras, os gestos que fazia, as suas caras, fazia-nos mesmo acreditar nelas...
Ah Eu e o Ryūjin...
(continua...)
**SPOILER ALERT** Quem ainda não jogou Heavenly Sword e tenciona jogar poderá não querer ver este video.
domingo, 11 de janeiro de 2009
[ShortStory] Tenjin, a princesa
- Tenjin, acorda. Estamos a ser atacados. Vai-te esconder, rápido. Anda mexe-te. Vai para o esconderijo com a tua irmã. Eu vou buscar o teu irmão.Sem dúvida, a minha ira era a minha força. Era ela que me comandava. Era ela que me dava forças para não chorar, para me aguentar em pé, para continuar a viver. Era ela que falava por mim quando discursei perante os soldados, mulheres e crianças do clã. Quando lhes disse que os iria proteger, que não iria deixar nada nem ninguém destruir tudo o que os meus antepassados demoraram tantos anos a construir. No inicio estavam um pouco desconfiados mas à medida que eu libertava a minha ira disfarçada em palavras de confiança e incentivo, eles começavam a ouvir-me.
Não sei como o barulho das explosões não me acordou primeiro. Devia estar mesmo cansada da festa. Hoje faço dezasseis anos.
- Mas mãe, não vás por aí. Fica connosco. Tenho medo. – Dizia Kami, a minha irmã mais nova.
- Vão-se esconder, tenho de ir buscar o vosso irmão.
- Não… mãe… - gritava ela, enquanto eu a arrastava para o esconderijo. Também não me agradava nada deixar a mãe assim, mas tinha de proteger a minha irmã.
E essa foi a última vez que vi a minha mãe viva. A minha mãe, o meu irmão, o meu pai, todos morreram naquela fatídica noite. A noite dos meus dezasseis anos. Tinha-me divertido tanto na festa. Não é costume celebrarmos em tempo de guerra. O que queria dizer que desde que nasci esta foi a primeira festa que tive. Parecia que o meu pai previa o que iria acontecer mais tarde.
Na manhã seguinte, no funeral, enquanto o monge cantava o sutra, eu sentia aquele cheiro... aquele cheiro que se entranha, que nos deixa a cabeça a andar à roda, que nos enlouquece e nos dá força… Aquele cheiro… a morte e tinha sede… uma sede de vingança. Pensava, porque querem dominar o nosso clã? Só temos o templo. Sado Shinrakuji, sinto-me tão bem lá.
Mas hoje aquele templo não era um local agradável para se estar, cheirava a morte. As suas paredes choravam, lágrimas de sangue.
Foi neste dia que recebi a Espada do Dragão, apenas dada ao líder do clã após a morte do anterior. A prova viva de que uma rapariga de dezasseis anos pode comandar um clã. Eu era tão nova, estava tão cheia de vida, com tanta raiva e eles tão desanimados. Precisavam de alguém que os incentivasse a lutar. Para eles era uma questão de vida ou morte, para mim a derradeira vingança.
Eu não já não queria saber se o clã Uesugi dominava o nosso, se os matava ou os escravizava. Se tinham comida ou água. Eu só queria vingar-me. Vingar-me de quem os matou, de quem matou parte de mim, de quem aniquilou a minha identidade e me obrigou a assumir um papel que não era meu. Quem devia estar aqui era o meu pai.
Enquanto me entregava a espada Yamato, o nosso tutor, dizia – Tenjin, teu pai foi vítima de uma armadilha, honra a sua memória. A partir de hoje lideras este clã. Eles ouvem-te, farão tudo o que disseres. O seu destino está nas tuas mãos. Não terás descanso. Vais ser posta à prova todos os dias.
- Mas Yamato, alguém tem de me explicar o que aconteceu. Foi o Uesugi, não foi? Dizem que ele é imortal. A mim não me interessa, vou matá-lo. Custe o que custar! Tens de me ajudar.
- Não sejas louca. Não tens poder suficiente! Ainda tens muito que treinar antes de conseguir.
- Então treina-me! Posso não ter a experiencia suficiente mas tenho a vontade. Tenho vontade de o matar, de lhe arrancar o coração e deixá-lo para ser comido pelos lobos. A minha ira é a minha força!
Disse-lhes que teríamos grandes batalhas pela frente, que nunca iríamos ter paz enquanto não dizimássemos o clã Uesugi. Que me iria preparar para a batalha final, que iria usar todas as minhas forças para os livrar para sempre daquela ameaça. A batalha poderia durar anos e eles tinham de estar preparados para sofrer, matar e morrer. Nesta altura já quase não tinha voz de tanto gritar e eles… eles aclamaram-me, empunharam as armas, bateram palmas.
Coitados! Não faziam ideia do que aí vinha, dos horrores que teríamos de enfrentar...
Finalmente
Finalmente... ontem à noite acabei o Heavenly Sword. Já joguei a demo do Naruto Ultimate Ninja Storm, muito curta por sinal...
Estou a preparar-me para jogar a demo do Valkyria Chronicles, é só acabar de fazer o download, tomar banho e almoçar.
Quando escrevi Kali, a Aranha. Perguntaram-me quem era o Ryūjin e eu fiquei a pensar que talvez tivesse ficado a dever umas quantas explicações. Vai daí decidi escrever mais um bocadinho para vos apresentar outras personagens. O problema é que, às vezes, quando começo a escrever não consigo parar.
Calculo que o que era suposto ser um conjunto de pequenas histórias se irá tornar num conjunto de textos imensos e entediantes que ninguém vai ter paciência para ler.
Pelos vistos não sou a única a ter esse tipo de "problemas". Stephenie Meyer quando explica como começou a escrever o Twilight diz "As you might have guessed from the length of my book, I can't tell a short story". Mas pelo menos há muita gente com paciência para ler os livros dela... Outro problema que ela teve foi encontrar os nomes perfeitos para as personagens. Devo dizer-vos, é dificil, é bastante dificil. Eu ainda não consegui decidir o nome para a guerreira do outro texto. Gostava que essa fosse a próxima história. Mas é preciso um nome.
O cenário já está montado. Tudo isto se passa, algures, no Japão ancestral. Numa época em que haviam clãs, os Senhores da Terra dominavam. Claro está, que é tudo uma enorme ficção, se bem que muitos dos conceitos e alguns nomes podem ser encontrados na história do Japão antigo. Já ia começar para aqui a dissertar sobre a próxima personagem, a princesa guerreira, mas assim depois tinha ainda menos piada...
A história do Ryūjin, fica para mais tarde. Mas está prometida, só não sei é para quando :P
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Novidades
Estou a pensar em adicionar alguns favoritos e fazer algumas (mais) alterações na edição de comentários. Mas há tempo, penso que por agora está aceitável.
Parece existir algum problema com a feed dos comments e ainda não percebi qual é, vou tentar ver isso amanhã, que hoje já não tenho paciência.
Continuo a safar-me bem no Heavenly Sword mas ainda não foi hoje que acabei, talvez amanhã. O que espero sinceramente que aconteça pois já estou a pensar no próximo que vou comprar, Valkyria Chronicles.
Faz da tua ausência o bastante para alguém sentir a tua falta, mas não a prolongues demaisado para que esse alguém não aprenda a viver sem ti.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Heavenly Afternoon..
No dia em que decidi escrever este blog, fi-lo porque estava demasiado nervosa, porque tinha de esperar uma "conversa" e não conseguia encontrar nada que conseguisse captar a minha atenção por mais de cinco minutos. Foi a minha primeira ingressão na blogosfera. Até lá nunca me tinha interessado muito por nada que tivesse a ver com blogs e várias pessoas terão ouvido sair da minha boca palavras como "isso de ter um blog é uma parvoíce".
Devo dizer que estava enganada. Desde que decidi escrevê-lo, além de ter sido uma grande ajuda para a minha sanidade mental, um mundo novo se abriu a meus pés. Tenho aprendido imenso, no pouco tempo que tenho de blogger já consegui conhecer algumas pessoas bastante interessantes e a vontade de continuar é cada vez maior. Não me importo de escrever apenas para mim, afinal faço-o principalmente para isso. De outra forma, muitas das coisas que já escrevi neste blog nunca teriam saído dos meus pensamentos para as teclas do computador. Quando escrevo não penso em quem vai ler, de uma forma concreta. Actualmente, devo admitir, que já tenho a preocupação quando acabo de postar de imaginar se teria interesse em ler o que acabei de escrever. Algumas vezes acho que sim, outras nem por isso. É bom escrever para mim, poder reler os posts, quando me apetece, saber exactamente como me sentia naquele dia ou naquela situação. Saber o que pensei, que música mexeu comigo em determinada ocasião, que mensagem queria passar com aquela musica, aquele vídeo ou aquele texto. Rir-me e pensar, como é que eu pude escrever isto... O neuropsicotica tem-me ajudado, também, na recuperação de alguns fragmentos da minha memória, apesar de não ter escrito muitos episódios sobre o meu passado, os poucos que escrevi fazem com que tenha alguma esperança de que a memória vai ser recuperada ao poucos, com esforço, dedicação e acima de tudo quando percebermos o que está a bloqueá-la. Dizem que os acontecimentos traumáticos têm esse efeito, por vezes, só vou ter de descobrir qual o acontecimento traumático que me faz chorar quando o psicólogo tenta puxar pela minha curta memória. Mas um blog acaba por não ter vida se não tiver leitores.
Por isso aqui ficam os meus agradecimentos a todos aqueles que se dão ao trabalho, e que têm paciência, de ler os meus pensamentos, as minhas frustrações, as minhas psicoses, as minhas tristezas, as minhas alegrias, as minhas paixões, a minha vida... A todos os que seguem o blog, aos que caíram aqui de pára-quedas e aos outros que virão, principalmente aos que voltam... Alguns factos curiosos (ou talvez não) sobre o neurospicotica.blogspot.com
- Cerca de 90% dos posts do neuropsicotica foram escritos na cama (antes de adormecer ou logo depois de acordar)
- Cerca de 15% dos leitores deste blog são Brasileiros
- Apenas 1% dos leitores comentam
- Cerca de 30% das pessoas que acedem ao neuropsicotica fazem-no directamente ou através de um favorito
- Em apenas 3 dias o neuropsicotica subiu de 186715 para 40137 no raking do Blogblogs (não me perguntem o porquê desta subida vertiginosa, deve ser um bug lol)
- Todas as musicas que são postadas neste blog foram ouvidas no dia do post (radio, tv, net, ipod), quase todas têm uma mensagem (é verdade eu ligo muito às letras das musicas)
- Habitualmente não preparo durante o dia o que vou escrever à noite, a maioria dos posts são inspiração do momento.
Tenho desenvolvido as minhas capacidades de escrita em HTML e conto continuar a desenvolvê-las com a ajuda do neuropsicotica, vai ser a minha cobaia. Tenho descoberto tantas coisas interessantes, que acho que não vou ter tempo nestas férias para fazer tudo aquilo a que me propus. Quero brincar com o Photoshop mas neste momento entre o blog, o html, os blogs dos outros, o Dreamweaver e a PS3, não tem sobrado muito tempo. Pois é verdade este post é o primeiro que estou a editar no Dw. Espero que o resultado seja aceitável. Mas afinal. o objectivo maior destas férias seria descansar e, logo a seguir, divertir-me. Estou a conseguir mais o segundo que o primeiro. Ainda não tive tempo, ou apetite, para pegar no PhotoShop. A PS3 é, neste momento, a grande inimiga do portátil.
Aliás quando me levantar vou passear a cadela, vou às compras por que o frigorífico está novamente vazio e quando chegar a casa vou jogar Heavenly Sword. O meu novo jogo. Com uma pontução de 8.0 (8.5 dos leitores) na Gamespot, devo dizer que pelo que joguei até agora (grande parte do fim de tarde, inicio de noite de ontem) o jogo está excelente. Começa pelo facto de encarnarmos uma personagem feminina (Nariko), eu adoro jogar com personagens femininas, em todos os MMORPG que joguei sempre criei chars femininas, mais uma pancada. O facto de a Nariko ter nascido quando deveria ter sido um rapaz, um guerreiro...Devo dizer que a voz em português está excelente, se bem que um pouco piegas demais para a guerreira que a Nariko é... mas muito agradável de ouvir e acaba por lhe dar um ar muito mais humano...Os gráficos são muito bons, há porrada com fartura, muito ao estilo do Lord of the Rings (a porrada). Mas não há só porrada, que é o que normalmente farta neste tipo de jogos, ser porrada do inicio ao fim. Neste não, pelo meio temos outros níveis, em que temos de fazer coisas bem mais complicadas. Se a parte dos puzzleswannabies é facil, a parte do tiro à distância é bem complicada. A pontaria nunca foi o meu forte e acertar na cabeça de um guerreiro japonês a um quilometro de distância torna-se complicado para uma jogadora com as minhas skills. Mas se ficar encravada num nível, tenho o SOS dos amigos barra em jogos que me vêm salvar por isso conto acabar este jogo ainda durante as férias. Vamos lá ver se mais logo ou amanhã, quando postar novamente não mudei de ideias porque surgiu um Boss que ninguém consegue matar, ou uma seta que ninguém consegue acertar hehe
Im sorry for blaming you...for everything I just couldn't do...
Estou animada, entretida e interessada. Isso é o mais importante.