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terça-feira, 12 de julho de 2011

Obrigada Mãe!

Isto de ter gatos bebés com muito apetite e tendencias para disturbios gastro-intestinais tem muito que se lhe diga.... digamos que estou em "treinos" para limpar cocós mal-cheirosos lol

E a ideia, assusta-me? Assustar, assustar não... assusta-me pensar se vou ou não ter o tempo suficiente e necessário para incutir nos filhos que hei-de ter todos os valores que considero importantes.

De vez em quando, vejo na televisão noticias em que os pais se queixam das escolas, dos professores e da educação que estes dão aos seus filhos... Ou pessoas a indignarem-se quando uma criança de 12 anos se atira para a frente de um camião logo depois de sair do autocarro da escola. Não menosprezando a dor que a familia desta criança sentirá, os improváveis, também acontecem e não pretendo de forma alguma culpar os pais por todo o mal que acontece às crianças do nosso mundo mas...

Mas será que os pais de agora se esquecem que a educação começa em casa? Os principios e valores que nos vão reger enquanto adultos começam a ser delineados na mais tenra idade e quer queiramos quer não, os exemplos podem ser parte fundamental desta aprendizagem de vida.

Não só a bondade e a maldade, mas valores como o civismo, a preocupação pelo próximo, o altruismo, a segurança, etc, etc... são valores cujo ensinamento não pode ser unica e exclusivamente delegado às escolas e aos professores.

Ainda hoje em dia penso... enquanto uma criança se atira para a frente do meu carro na minha rua, sem sequer olhar para ver se vinham carros e o pai assiste impavido e sereno, sem qualquer comentário... quando insisto em atravessar na passadeira ou aguardar pelo verde para os peões... penso que, quando a minha mãe lutava para me ensinar isto, eu achava que ela era uma mãe muito chata. Às vezes a mais chata do mundo, quando lutava para me ensinar sobre coisas muito mais complicadas do que o trânsito.

Hoje em dia penso que vou ser uma mãe muito chata para os meus filhos... mas é a vida! E, com a esperança de que um dia eles vão deixar de me achar chata e compreender, como eu compreendo hoje...

Por tudo isto e muito mais, só posso dizer: Obrigada Mãe!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vergonha de mãe...



Afinal algumas daquelas senhoras que arrastam os filhos ou lhes chegam mesmo a bater quando estes estão a ter um comportamento (apenas) normal para a idade que têm, também, têm vergonha.

Hoje ao fim da tarde, passeava eu por um dos Centros Comerciais da capital quando me deparo com uma senhora que literalmente arrastava (violentamente) uma menina de cerca de 2 anos, só porque ela tropeçou...

Achando que não era motivo suficiente para lhe dizer algo, lancei-lhe um daqueles olhares de (grande) reprovação.
O meu espanto foi que, apercebendo-se do meu acto, a senhora mudou a sua atitude, parou de puxar a miúda, começou a falar carinhosamente com ela a tentar explicar-lhe que ela hoje se estava a portar muito mal e que a mãe estava cansada.

Eu sei que esta foi, provavelmente, uma ocasião unica, que a maioria das mães que tratam os filhos desta maneira em publico, ainda os tratam pior em casa mas espero que esta senhora normalmente não seja assim e que hoje, por algum motivo, foi o desespero que falou e a filha que pagou.

Fico feliz por ter conseguido, nem que fosse por uns minutos, com que aquela miúda não fosse puxada como uma boneca mas sim acarinhada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Adopção, plano B ou escolha?



Sempre disse que caso não pudesse ter filhos, pensaria em adoptar. Sempre considerei a adopção uma opção viável, afinal mãe (ou pai) é quem cria...

Mas ultimamente essa ideia tem-se tornado mais intensa na minha cabeça, cada vez mais tenho vindo a pensar que a adopção não deve ser um plano b ou uma forma de compensação psicológica para a eventualidade de não poder ter um filho meu. Talvez a adopção deve ser uma escolha e não uma forma de escapar ao destino, ou um mal menor...

Cada vez mais penso que não devia esperar para saber se posso ter filhos ou não, para depois decidir se adopto. Primeiro deveria decidir se realmente quero adoptar e caso decida que sim, fazê-lo... que é como quem diz passar por todo um processo moroso, penoso e burocrático junto do estado português (pelo menos é o que vou vendo na televisão visto que ainda não procurei obter mais informações sobre o assunto, talvez por saber que ainda não estava preparada para ser mãe, que ainda não é o momento). Claro que, como a maioria das mulheres que ambiciona ser mãe, gostava também de passar por todo o "processo" de estar grávida. Por isso, penso que o ideal seria: um biológico e um adoptado :)

Ah e depois falta a opinião do D. sobre tudo isto. Adopção como derradeira opção ou escolha consciente?

sábado, 4 de abril de 2009

Sermão de mãe...

Sermão de mãe... é mau quando somos crianças, é péssimo quando somos adolescentes e sabe bem quando chegamos à idade adulta.

É bom sentir que há alguém, com mais experiência de vida, que nos conhece tão bem que não precisamos de falar para que adivinhe os nossos pensamentos. É bom ter outros pontos de vista sobre a mesma coisa, ver as coisas de outra perspectiva mas ao fim de algum tempo começa a cansar lol . E, pelos vistos, hoje portei-me mal tive direito "sermão" e tudo...

Do sermão desta noite vou retirar umas quantas frases (ai ai os clichés que sempre me assentam tão bem) que poderão resumir o teor da conversa... o ciúme só traz infelicidade... aproveita os pequenos momentos... vive cada dia como se fosse o teu ultimo (mas sem gastares o dinheiro todo porque nunca se sabe se amanhã ainda cá estás lol) ...bla bla bla...

Falar é fácil... Ser mãe deve ser bem mais complicado...


Hoje diria... Volta as vezes que quiseres...