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quarta-feira, 31 de março de 2010

I gave you my heart...


Nestes últimos dias, tenho-me surpreendido a mim mesma.
Não posso dizer que ande extremamente feliz a saltitar de nenúfar em nenúfar mas tenho-me aguentado bem. Bem disposta, com vontade de fazer coisas e com uma extrema habilidade para me conseguir divertir.
Mas verdade seja dita, não tem sido fácil.
Apesar de estar a conseguir manter os pensamentos maus longe, andar de cabeça erguida e, acima de tudo, não chorar há uma coisa que não me tem largado nos últimos dias.
Este enorme aperto no peito, esta sensação de que o meu coração está mirradinho e seco. Sem ponta por onde se lhe pegue, completamente despedaçado e sem qualquer tipo de aproveitamento daqui para a frente. Ele bate, mantém-me viva mas não está feliz, parece que lhe arrancaram um pedaço. Esse pedaço podia não ser essencial para a sua sobrevivência mas era-o para a sua existência.
E desta massa vermelha que me bate aqui no peito, agora, não espero grande coisa! Não espero que se entregue a um outro alguém pois já não lhe resta pinga de sangue e não voltará a encher. Não espero a não ser que me mantenha viva e com energia suficiente para suportar esta dor e este aperto, senão feliz pelo menos contente.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dói-me...

Dói-me a cabeça, tomei um comprimido...
Dói-me a garganta, toma lá uma pastilha...

Dói-me a alma, qual é o medicamento adequado para esta dor?
Há medicamentos e curas para quase tudo já podiam ter inventado um xarope para a alma...

Quem me leva estas dores que me mirram o coração, me corroem por dentro, me destroem e enfraquecem?


sábado, 24 de janeiro de 2009

Palavras

Uma palavra e tudo está salvo / Uma palavra e tudo está perdido in "O Revólver de Cabelos Brancos" de Andre Breton

Eu queria escrever qualquer coisa sobre a força das palavras, no entanto sinto-me cansada, com sono e dores. Provavelmente a prosa não será muito interessante. Por isso se não estiverem a gostar passem à frente e vejam o vídeo. :P

Agora voltando ao "tema" deste post. Eu sempre ouvi falar no poder das palavras. Sim é verdade, todos nós já ouvimos. As palavras têm o poder de mudar o mundo, mudar mentalidades, blablabla... pois eu hoje descobri a força que as palavras têm. A força com que podem atingir-nos, fulminarem-nos que nem um raio, abalroarem-nos como um comboio, esborracharem-nos como se nos caísse uma tonelada em cima.. Como é possível em poucos segundos aplicar tanta força? Como é possível?
Hoje após ler quatro palavras apenas, escrevi isto (está tal e qual escrevi na altura, não é que faça muito sentido, bom mas eu também não faço muito sentido)
"Palavras afiadas que entraram no meu coração como uma faca. O gume que me matou, me fez sangrar e me deitou abaixo."
É no entanto curioso o facto de ter escrito o matou em primeiro lugar, depois de morto não interessa se deita sangue ou cai...Isto supostamente seria trabalhado para um texto mas não há paciência nem vontade.
Até posso ter interpretado mal aquelas quatro palavras mas isso foi o que senti com a interpretação que fiz...e depois senti-me mesmo mal, e stressei e quase chorei, mas não chorei. Falei com dois clientes a reclamar que colocariam qualquer pessoa com os nervos em franja... por causa disso sai mais tarde do que devia, stressei porque estava trânsito e ia chegar atrasadíssima ao dentista, o que efectivamente aconteceu e depois acabei por ainda ter de estar à espera. Recebi a noticia que vou ter de tratar este dente durante meses e fui torturada durante um bocado. Sem anestesia e sem dor, o dente está morto e tem de ser desvitalizado... mas a coisa não parece lá muito bonita. Devo dizer que só me doeu uma vez em todo o procedimento, mesmo com ela a enfiar-me uns ferrinhos enormes pelo dente adentro...mas quando doeu, doeu a sério. Aliás ainda me doi...não muito mas doi e tenho um desconforto em toda a zona...
Tive, portanto, um fim de tarde bonito. Está na hora de tomar os medicamentos (aliás já passa da hora) e tentar dormir. Entretanto, continuo a trabalhar a questão da atitude...