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sábado, 3 de abril de 2010

Isn't something missing?

Please, please forgive me,
But I won't be home again.
Maybe someday you'll look up,
And, barely conscious, you'll say to no one:
"Isn't something missing?"

You won't cry for my absence, I know -
You forgot me long ago.
Am I that unimportant?
Am I so insignificant?
Isn't something missing?
Isn't someone missing me?


Evanescence - Missing

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Saudades...

saudade

do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;

pesar pela ausência de alguém que nos é querido;

nostalgia;

Um pequeno momento caderninho.

Ter saudades é...

...é querer dar comida aos gémeos e faltar alguém para segurar o segundo biberon.
...é não saber a que horas chegas e ter o jantar no forno.
...é querer jogar Sueca e faltar um.
...é não ter mãos suficientes para segurar nos ovos que vamos deixar cair.
...é querer tirar uma fotografia de grupo e não ter uma maquina com disparo automático.
...é precisar de mais um sackperson para carregar no botão.
...é querer dançar e não ter par.
...é ter fome de presença.
...é ter presente a tua ausência!


Eu tenho saudades. Tenho muitas saudades. Tenho saudades de correr na areia branca da praia, tenho saudades de sentir o sol aquecer o meu corpo. Tenho saudades dos que já partiram, tenho saudades dos que estão longe, tenho saudades dos que não vejo, tenho saudades dos meus gatos e dos meus cães.

"Ter saudades é bom". Quem inventou esta frase?

Se por um lado ter saudades é bom.

Ter saudades é bom quando recordamos, com um sorriso, os bons momentos que passamos com alguém que já morreu de forma a que essa pessoa seja eterna nas nossas memórias. Já que não podemos evitar a morte, temos de nos acostumar a ela. Por isso não devemos esconder as fotografias dos nosso mortos, devemos sim expô-las, não termos medo de os recordar e de sentir saudades.

Ter saudades é bom quando não estamos algum tempo com uma pessoa que nos é querida, quando o reencontro é anunciado e nessa altura sentimos aquele friozinho na barriga...

Por outro lado existem as saudades eternas. As saudades que em vez de nos brindarem com um sorriso nos lábios nos presenteiam com lágrimas nos olhos. Mas o que são as saudades eternas?

Saudades de alguém que já morreu? São eternas é verdade, mas valerá a pena sofrermos? Não há remédio possivel para a morte, por isso devemos encarar essas saudades da primeira forma que mencionei. Assim elas passam a ser saudáveis e a vida será bastante mais fácil de continuar. Mas para isto acontecer é preciso travar a batalha interior, definir o significado da morte. Se pensarmos que este corpo é apenas uma passagem, será simples. Mas é preciso acreditar, eu não sei se acredito.

Mas acredito na evolução natural, Nascemos logo morremos! Como para todos os seres vivos, a vida é uma passagem. Para onde? Não sei! Para a transformação ("Nada se perde, tudo se transforma"). Por isso, quando morrermos continuaremos vivos, é verdade, transformados noutra matéria. E assim continuará o ciclo da matéria. Podemos pensar, então e a alma? Essa pode continuar "viva". Pode, sim. Se existir...

No dia em que percebemos que nada podemos fazer quando a morte nos leva quem mais gostamos, que a única maneira de honrarmos a sua vida é nunca nos esquecermos dela e seguirmos em frente. Afinal os nossos mortos não gostariam de nos ver morrer ainda vivos, crucificados por uma saudade doentia.

Então e as saudades dos mal-amados? Aquelas que ao longo dos anos fazem correr tanta tinta, escrever tantos poemas, compor tantas musicas? Essas são as piores. São aquelas que nos consomem por dentro, que nos fazem mirrar em vez de crescer. Essas são as que devem ser controladas, que não devem ser alimentadas. Só quando são alimentadas passam da fase inicial do "Ter saudades é bom" para uma fase sórdida, repugnante e doentia. Quando nos consomem as entranhas, nos sugam a energia e nos bloqueiam todas as saídas.

Por isso se diz que ter saudades é bom. Porque ter saudades é natural, faz parte da condição humana. Se estamos vivos, temos saudades. Temos saudades de uma coisa, de uma pessoa, de um lugar, de um cheiro, de um quê, de um porquê... Ter saudades é bom , quer dizer que vivemos momentos que valem a pena recordar, não será esse o sentido da vida?

Ter saudades é bom quando continuamos livres e abertos para o novo, para o desconhecido, para os outros e para nós próprios. Afinal seguir em frente é a única opção. E deverá ser de maneira a que mais tarde tenhamos saudades do que é hoje o nosso futuro. Nunca temos saudades das coisas más que nos aconteceram, pois não? Mesmo que seja um momento que sabemos que nunca irá voltar a acontecer. Vamos chorar por isso? Ou devemos rir, porque afinal temos aquele momento para recordar...podiamos não ter passado por ele. Não íamos ter nada para recordar, teríamos tido uma vida vazia. Não seria bem pior?


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pensamento positivo

Quero escrever mas o corpo não me deixa. Estou demasiado cansada, no fim estas férias vão ser mais umas das cansativas em que acabo por não descansar porque não paro.

De qualquer das formas estou a divertir-me, acima de tudo isso é o que interessa.
No Heavenly Sword temos progressos e sozinha tenho-me safado bastante bem. Mas hoje joguei muito pouco, apesar de ter avançado numa parte bastante complicada do jogo. Até estava a pensar ir jogar mais um bocadinho quando chegasse a casa, mas o meu corpo pede cama.

Hoje foi noite de campeonato de Buzz com Little Big Planet à mistura. Pode dizer-se que nunca me ri tanto a jogar Little Big Planet, hilariante mesmo. E o Buzz foi sempre a rir, também. Sou campeã de Buzz, só começo a perder quando começo a fechar o olho do sono.

Amanhã conto ter um dia só para mim. Agora, de repente, todos os meus ex-namorados, aqueles com que me dou bem, os desaparecidos, os com que não falava, resolveram todos aparecer ao mesmo tempo. Não há pachorra... Só quem eu queria que reaparecesse não aparece... mas a vida é assim... não se pode ter tudo... afinal se a vida pode ser tão cruel e tirar-nos em segundos tudo aquilo que amamos, tudo aquilo que demoramos uma vida a construir, tudo aquilo porque lutámos, tudo o que defendemos... porque não hei-de eu sofrer ... este sofrimento pequeno e mesquinho... quando comparado com a grandiosa crueldade da vida para a humanidade...

E aqui estava eu a tentar recuperar do tanto riso desta noite que já começava a divagar e a dar largas à imaginação... como já não tenho coragem de me armar no Heavenly Sword armei-me de pasteis de nata... o melhor é não dizer quantos tenho aqui... quentinhos...

Afinal...

Os meus problemas só afectam o cosmos com as energias negativas que eu crio ao estar mais preocupada em preocupar-me do que resolvê-los e encará-los de forma positiva...

Por isso...