segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ali, deitada...

Enquanto ouvia aquelas palavras àsperas do outro lado da linha. aqueles sons estridentes que lhe perfuravam os timpanos como flechas lançadas a toda a velocidade. O telefone escorregou-lhe das mãos... Os seus olhos irromperam em lágrimas. Convulsões, vómitos... Deitada, imóvel, na pedra fria... Não conseguia articular um pensamento quanto mais uma palavra... A cabeça latejava, o coração pulava, a garganta ardia, o estomago contorcia-se, tal como ela... Ali, deitada... Passaram horas e horas até que conseguisse abrir os olhos novamente, via tudo enevoado... E quase como que num zumbido ouvia o seu nome. Quando finalmente conseguiu focar-se, adaptar os seus olhos a tanta claridade viu... Tudo estava exactamente na mesma.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Domingo ao fim da tarde...

Domingo ao fim da tarde... a preguiça é muita... decidi ficar em casa o dia todo para descansar, ver filmes, jogar, twittar, whatever... enfim... fazer o que me apetecesse.
Chego à conclusão que uma pessoa pode aborrecer-se por não conseguir decidir o que fazer ou melhor por ter tanta coisa para fazer e ficar completamente indecisa lol
Tão depressa quero jogar um jogo no computador como a seguir já quero ir para o sofá ver um filme, mas depois lembro-me que me inscrevi no torneio de poker e que o Benfica começa às 20:15.
Esta vida de não fazer nada é uma canseira...
E assim sendo aqui fica uma musica para animar a vossa ronha ;)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quantas vezes?

Quantas vezes preciso repetir a mesma coisa?
Quantas?

Eu já disse que não gosto de restos...
Não estou para ficar aqui a consumir-me para depois levar com os restos dos outros...

Ter alguma coisa só quando não há mais nada mais interessante nem outro alguém mais importante...

Quantas vezes preciso repetir a mesma coisa?
Quantas?

Eu não gosto de restos!
Eu não quero restos!

Eu não vou ficar com os restos!!!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nada...

Um fim de semana inteiro à espera...
Uma ligeira ansiedade, um pequeno esforço...
À espera que finalmente chegasse segunda-feira...
Segunda de manhã visto uma roupa bem nova e bem gira. Para quê?
Para me preparar para mais uma desilusão...
Um fim de semana inteiro à espera... de... nada!




Share my life,
Take me for what I am.
'Cause I'll never change
All my colors for you.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Crueldade ou ignorância?

Há alguns dias que "acompanhava" a saga dos 6000 camelos selvagens que todas as noites invadiam a pequena localidade de Docker River à procura de água. E segundo os vários orgãos de comunicação social espalhavam o terror na cidade, causando grandes danos em coisas como condutas de ar condicionado... Esta situação deve-se à grande seca que afecta aquela região.

Pelos vistos ontem foram abatidos a tiro pelas autoridades australianas...

Segundo o GreenPeace a questão era facilmente resolvida com uma vedação...

Eu não sei se o GreenPeace tem razão mas não haveriam outras formas de resolver isto?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Perfume discreto

"He succeeded in being considered totally uninteresting. People left him alone. And that was all he wanted."

Patrick Suskind - Perfume: The story of a murderer


Há tantos dias em que me revejo nesta frase. Se passarmos despercebidos podemos fazer as coisas à nossa maneira sem sermos importunados. Se não derem por nós não nos chateiam...

Não quer dizer que me considere uma pessoa pouco interessante, pelo contrário (e modéstia à parte). Mas é bom podermos fazer as coisas que queremos, pensar o que queremos, ter as nossas opiniões e ninguém dar por nós... Sermos... discretos...

Outros dias há em que apenas quero ser notada, dar nas vistas, falada, comentada, até invejada... mesmo que com isso as pessoas acabem por se intrometer e, também elas, darem opiniões, muitas vezes, despropositadas e desnecessárias...

A maior parte do tempo considero-me no meio termo. Quero ser invisível para o mundo e notada por quem me é demasiado importante para conseguir ignorar...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Gostar demais...

Desde que o meu namorado me disse que não tinha medo que eu acabasse com ele porque sabe que eu gosto demasiado dele fiquei a pensar... Apesar de não ser necessariamente verdade, apesar de sofrer bastante eu seria capaz de acabar se houvesse um motivo suficientemente forte para tal. (Está a sair-me cá um convencido o rapaz lol)
Mas esta afirmação deu-me que pensar...
Pensei, pensei e pensei...
Quando é que gostar é demais? Gostar demais é bom? É mau?
Como é que percebemos que chegámos àquela fase em que estamos a gostar tanto que acabamos por sufocar e matar aquilo que gostamos? Isso acontece a toda a gente? Não! Porquê?
Porque há pessoas que nem sequer têm a capacidade de gostar, de amar, de partilhar sentimentos?
As pessoas que o conseguem fazer têm formas diferentes de abordar esse sentimento. Eu sinto demais. E então?
Antes sentir demais do que estar morta e a definhar por dentro!

E para quem nunca tenha experimentado... É tão bom gostar demais... Pelo menos quando as coisas correm bem... até as saudades chegam a ser boas... claro que no meu caso, eu tenho tendência a estragar tudo com os meus acessos de fúria... mas isso já será uma história para outro dia... E gostar demais é tão mau... Quando as coisas correm mal...


P.S. I Love You :)

domingo, 22 de novembro de 2009

...

Deixa-me entrar

Sempre que venho para casa tenho de entrar no prédio e subir para o meu andar. Para uma pessoa de rotinas não há nada mais rotineiro do que isto. Chegar à rua. Estacionar o carro, de preferência, naquele lugar que mais gostamos. Procurar as chaves. Passar vergonhas, nos dias em que é necessário retirar todo o conteúdo da mala para as encontrar encontrar. Abrir a porta, subir as escadas ou esperar pelo elevador. Abrir a porta e... finalmente... ENTRAR!
Entrar no nosso mundo. Os nosso domínios. aqueles que não sofrem influências externas, de estranhos ou menos estranhos. As coisas que deixámos vão estar exactamente como as deixámos, a não ser que se tenha dado o furacão "mãe" ou "empregada doméstica". Ali onde nos sentimos bem.
Mas se pensarmos bem não é tão rotineiro assim. Todos os dias em que opto por subir a pé pelas escadas em vez de apanhar o elevador consigo descobrir um sentimento diferente. Consigo definir todo esse dia pelos pensamentos e sentimentos que afloram o meu cérebro à medida que subo aqueles degraus e me indago se o sensor da luz está a funcionar e se ela vai acender ou não. As histórias que consigo imaginar ao subir aquelas escadas, naqueles breves instantes.
Costumo dizer que não tenho imaginação, o que na maioria do tempo corresponde à verdade. Mas estas escadas permitem-me pensar que para ter imaginação basta dar-lhe asas. E devo dizer que estas escadas já me proporcionaram verdadeiros momentos de terror dignos de um grande filme... Pena achar que só o são naquele momento em que são imaginadas, quando parecem passar numa tela à frente do meus olhos. São sentimentos, emoções... coisas que dificilmente conseguiria transmitir com a minha pseudo-escrita. Apenas me permito imaginá-las antes de entrar em casa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Diva

Acreditem ou não sempre adorei esta opera, a minha parte favorita do filme sem sombra de duvida. Até já tive a parte final como toque no telemóvel.
Por agora vou fechar os olhos e esquecer que o resto do mundo está lá fora...

domingo, 20 de setembro de 2009

Manhã de Domingo...

A ver os Simpsons na Fox e...


Com uma preguiça descomunal e sem vontade de escrever... aliás vontade só tenho de não fazer nada :)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

What a wonderful world

Estou demasiado cansada para conseguir escrever alguma coisa que faça sentido.

Fica aqui um vídeo de uma musica que me recorda sempre que são as coisas pequenas, que achamos insignificantes, que nos lembram como o mundo é maravilhoso. Muitas vezes são as coisas em que nem reparamos que nos dizem que temos tudo para sermos felizes.

sábado, 5 de setembro de 2009

Chegou o dia

E quando menos se espera chega aquele dia em que tudo começa a fazer sentido.
Aquele dia em que todas as nossas dúvidas se dissipam. Quando sabemos exactamente o que queremos e para onde vamos. Já não se trata, apenas, de saber o que não se quer mas de traçar objectivos, de definir projectos, de ser livre, de ser feliz.
Trata-se de ter uma vida.
Quando menos se espera as coisas vêem-se de outra perspectiva e fica tudo mais claro. Finalmente percebe-se que a estrada sinuosa nos estava a levar pelo caminho errado mas que ainda vamos a tempo de fazer inversão de marcha. Mesmo com todos os obstáculos, mesmo com as amarras que nos prendem, mesmo com as mentes que nos manipulam e nos indicam o caminho errado.
Finalmente vemos a luz lá ao fundo e chegamos à conclusão que não vale a pena desistir.
Por mais sinuosa que a estrada seja irá sempre levar-nos ao nosso pequeno oásis privado, desde que escolhamos o caminho certo. Só temos de acreditar que somos capazes. Se nos enganarmos outra vez não há problema, podemos sempre voltar atrás e começar de novo.

Foi o que eu fiz!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Prestes a desistir...

Sinto-me cansada, sem forças, incompreendida, sozinha... prestes a desistir. Estou a entregar os pontos, nada do que faço parece funcionar como é suposto.
Sinto-me tão cansada que ainda estou para descobrir como consegui levantar-me e ir trabalhar hoje. Só eu sei o quanto me custou aguentar-me as horas necessárias para deixar o trabalho feito.
Se me sinto desapoiada? Sinto. Porquê? Porque, finalmente, cheguei à conclusão de que as outras pessoas não têm de estar sempre a levar com os meus filmes. Desta vez vou aguentar tudo sozinha, pensei...
Pensei... eu sou forte e não preciso da ajuda de ninguém... Com o tempo tenho-me tornado mais forte mas, provavelmente, não o suficiente...
Tenho desenvolvido grandes capacidades na arte de me mascarar. Aparentemente, todos os meus amigos acham que me sinto maravilhosamente...
Nem chorei desta vez!
Não choro, o que não quer dizer que não sinta... Que não sinta vontade de chorar, que não sinta vontade de me fechar e não ver ninguém.
E sei que estou mais forte porque tenho conseguido. tenho conseguido não chorar... tenho conseguido estar com pessoas, sair e fingir que estou super divertida. Afinal, não tenho de estar sempre com cara de mona a preocupar as pessoas que me rodeiam e estragar-lhes a noite. Afinal, os outros não têm culpa.
Para mim está a ser complicado... talvez daí todo este cansaço. Não consigo concentrar-me, trabalhar e muito menos escrever. Eu tento!
Se tento...Quando venho, no carro, a caminho de casa tenho uma ideia e penso - isto se calhar até dava um post...
Mas quando me sento à frente do computador... além de não ter vontade, as palavras não fluem.
Começo por escrever a frase que dará o mote ao post, como sempre fiz e da mesma forma que hoje escrevi "Prestes a desistir", mas depois nada. Não sai nada! Se não tenho postado textos originais é porque estes não seriam mais do que:
- Será que mereço?
- De quem é a culpa...
- Os casais que discutem menos amam-se mais?
E uma panóplia de outras frases ou ideias soltas.
Hoje comecei a escrever mas será só mais um post de merda, sem qualquer intensidade, pouco conteúdo e muito menos sentido. Será que estou vazia?

sábado, 29 de agosto de 2009

Sabe bem...

Talvez amanhã um post escrito por mim, por agora fica uma música que vale pelo que me tocou e não só ;)

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava a tempo de me deliciar
Quase que não chegava a horas de te abraçar
Quase que não recebia a prenda prometida
Quase que não devia existir tal companhia

Não me lembras o céu nem nada que se pareça
Não me lembras a lua nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito perdido num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der o tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer a seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser faremos o crime perfeito


Donna Maria - Quase Perfeito

terça-feira, 25 de agosto de 2009

By your side

You think I'd leave your side baby
You know me better than that
You think I'd leave you down when you're down on your knees
I wouldn't do that

I'll tell you you're right when you want
And if only you could see into me

Oh when you're cold, I'll be there
Hold you tight to me

When you're on the outside baby and you can't get in
I will show you, you're so much better than you know
When you're lost and you're alone and you cant get back again
I will find you darling and I will bring you home

And if you want to cry
I am here to dry your eyes
And in no time, you'll be fine

You think I'd leave your side baby
You know me better than that
You think id leave you down when you're down on your knees
I wouldn't do that

I'll tell you you're right when you want
And if only you could see into me

Oh when you're cold, I'll be there
Hold you tight to me
Oh when you're low
I'll be there by your side baby

Oh when you're cold, I'll be there
Hold you tight to me
Oh when you're low
I'll be there by your side baby

By your side - Sade


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

Luís de Camões

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Estado Sem...

Já tinha ouvido falar em estado Zen mas ultimamente eu tenho estado mais sem...
... força
... vontade
... inspiração
... nada.

Por isso defini-me como em estado Sem...

Ontem consegui bater o meu record de não fazer nada. Hoje dei por mim a pensar como é possível ter passado um domingo inteiro sem fazer absolutamente nada? E quando "digo" nada, é mesmo nada, absolutamente nada. Olhar para a televisão sem ver. Fechar os olhos sem dormir. Teclar sem escrever. Comer. Comer. Comer. Senti-me dominada por uma apatia, uma urgência de não fazer nada. Não dar cavaco a ninguém. Até deixei os amigos pendurados sem avisar e para quê? Nada de nada!