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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vergonha, desilusão e afins

Estou completamente de rastos. Não consigo mexer-me, pensar e até me custa a respirar. Pergunto-me porque tenho de ser assim? Porque tenho de sofrer assim?
Durante todo o dia senti-me completamente sozinha, abandonada. Nem os meus pais (espantem-se!) quiseram saber de mim e deixaram-me para aqui sozinha, com dores e sem jantar feito.
Além de me doer o sitio onde ainda hoje de manhã tinha o meu dente do sizo agora está a começar a doer-me a cabeça.
A alma já me dói há algum tempo, além disto tudo, hoje fiz asneira da grossa. E se me dói a alma, a culpa é toda minha.
Passei a tarde toda a tentar perceber porquê... porque deitei tudo a perder de uma forma tão estúpida? Não cheguei a nenhuma conclusão, cheguei a ponderar a possibilidade de ter sido efeito secundário da anestesia. Há tanto tempo que não me sentia assim... cega... sem conseguir responder pelos meus actos. Ver que estou a fazer coisas que não devo e mesmo assim não conseguir parar, dá cabo de mim! Falhei mais uma vez, que com certeza será a ultima pois não haverão outras oportunidades para falhar. Desiludi e desiludi-me a mim mesma. Não estou a conseguir viver comigo, sinto nojo, ódio, vergonha desta pessoa supostamente sou eu. O pior é que nem forças tenho para pensar como vai ser daqui para a frente.
Ah se vocês soubessem como eu queria voar para fora deste pesadelo.....

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Porque as vacas não andam à chuva...

Não sei o porquê de tanta ansiedade pelo dia de hoje, foi um dia como os outros...nem bom nem mau... sem sal...
Uma desilusão aqui, uma birra ali, só porque pensei... Eu pensei que ele gostasse de me ver, que talvez estivesse ansioso por isso, um bocadinho que fosse e que o demonstraria... Mas porque é que eu penso?
E depois, porque é que nestas alturas a minha imaginação começa a funcionar e sempre para o mal? Só consigo pensar em coisas más e sofro com isso. Irrito-me comigo por ser assim ou me comportar dessa maneira e depois sofro eu e os que estão à minha volta.
Quem me dera ter um interruptor que me permitisse desligar aquela parte do meu cérebro que pensa, não a que raciocina, a lógica mas a que tem pensamentos parvos, irracionais, aqueles que não fazem qualquer sentido.
Muitas vezes me pergunto se não seria melhor não sentir nada, em vez de sentir as coisas com demasiada intensidade, sejam alegrias ou tristezas, sofrimento ou contentamento. Mas penso que não.
Viver sem sentir é como morrer aos poucos.

Nesta altura já pensam que raio de nome tem o post, isto não tem nada a ver com vacas.

Pois é parece que o Turismo dos Açores resolveu por vaquinhas a pastar na Praça de Espanha e houve quem não gostasse. Uma associação de defesa dos direitos dos animais saiu em defesa das pobres vacas por estarem sujeitas ao stress do trânsito e ao mau tempo. Em relação ao trânsito ainda será compreensível a preocupação, afinal qualquer um de nós fica doido na Praça de Espanha em hora de ponta, principalmente se chover. Mas descobri que as vacas, no seu habitat natural (vulgo pastos) não andam à chuva...

Podes ver a noticia aqui.


E assim termina mais um dia, um dia em que não resisti à tentação e comprei outro peixe. Mais um cabeça de leão, desta vez todo branco só com a bolha vermelha. Ainda sem nome e aceitam-se sugestões. A primeira que tive foi Frito. Frito, peixe Frito... :P