... Custa a acordar mas já se bebe café, não há corridas para a casa de banho e ainda há tempo para escrever :)
Relembro as férias em Madrid que daqui a um tempo serão recordadas como uma boas férias, neste momento só consigo pensar que não deveria ter ido face aos acontecimentos posteriores. Mas nunca se sabe, podia não ter ido e ter sido ainda pior, por isso há que aproveitar os (poucos) bons momentos da vida, todas as experiências que nos enriquecem...
Uma experiência bastante enriquecedora foi andar na pior montanha russa (pior de mais forte e assustadora entenda-se, logo poderá ser considerada a melhor) que tinha andado até hoje (Stunt Fall no parque Warner) e ter demorado cerca de 30 minutos a recuperar a compostura... E eu que sou uma pessoa que gosta de montanhas russas e se no próprio dia não voltava a andar naquela, devo dizer que hoje de manhã me aventurava novamente. Nem que fosse para acordar a sério, qual café qual quê!
A pior parte é mesmo quando pensamos que já vai acabar (já sofremos tudo que havia para sofrer) fazemos a mesma coisa de marcha atrás :P
Neurose Recomedada
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Apetecia-me
Apetecia-me escrever qualquer coisa mas ao mesmo tempo não me apetece. Estou cansada. Quero comer qualquer coisa, mas a cozinha está tão longe. (sim já sei, já me levanto...) Apetecia-me tanto, tantas coisas... Mas vou só fechar os olhos e dormir (depois de comer, claro). Não sem antes.. pedir desculpa de uma maneira diferente (original) diariamente... mais uma vez. Algures no tempo me esqueci desta penitência diária... foram os algures no tempo em que fui perdoada e depois meti a pata na poça novamente... enfim. (no comments).
O mais original que a minha imaginação consegue imaginar hoje...
O mais original que a minha imaginação consegue imaginar hoje...
Sem palavras...
E quando ficamos sem palavras? (É assim que fico quando ouço esta musica)
The words have been drained from this pencil
Sweet words that I want to give you
And I can't sleep
I need to tell you
Goodnight
The words have been drained from this pencil
Sweet words that I want to give you
And I can't sleep
I need to tell you
Goodnight
Domingo, 12 de Julho de 2009
Só mais uma chavena de café...
Acorda de sobressalto, a cabeça pesada, espera até que se aperceba onde está, apetece-lhe um café. Demora até que a vista fique menos turva e consiga levantar-se. Cambaleia até à cozinha, liga a máquina para fazer o café, já imagina o cheiro do café acabadinho da fazer, vai-lhe saber tão bem. De repente tudo muda, um outro cheiro forte, agressivo entra pelas suas narinas a dentro. Não aguento, pensa. Corre a cambalear para a casa de banho, vomita. Não tem nada no estômago além da água com que o tem enchido nas ultimas horas. O que já é bom, pelo menos não vomita em seco. Agora dói-lhe a cabeça e o café já não apetece assim tanto. O cheirinho a café acabado de fazer não lhe parece assim tão apetitoso. Dói-lhe a cabeça... o melhor é voltar para a cama... quando acordar pode ser que as coisas sejam diferentes... ela só queria mais uma chávena de café...
Desiste...
Olha para o relogio enquanto esfrega os olhos acabada de acordar. O suor tolda-lhe a face, ainda não é muito tarde... pensa. Mas tarde demais para tudo o que imaginou. Volta-se para o lado e tenta dormir, mas como é óbvio, não consegue. Acende mais um cigarro na esperança que a acalme e lhe dê uma luz. Nada. Não sabe o que fazer. Pior, não sabe o que pensar. O seu coração grita espera... A sua cabeça desiste...
Sábado, 11 de Julho de 2009
So me...

Tão, mas tão eu. Reconheci-me tanto nesta tira. Será que todas as mulheres (ou todas as pessoas) são assim? Não me parece... :D
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
O verdadeiro amor
Hoje de manhã bateram-me à porta. Era uma senhora já com uma certa idade, muito simpática e que questionou se faltava muito para o 6º andar. Eu moro no 3º e disse à senhora que ainda tinha de subir mais três andares para chegar ao piso que pretendia. A senhora responde-me: Mas o sexto é depois do oitavo? Surpreendeu-me o facto de como me afectou o grau de confusão desta senhora, rezando para que a sua confusão se resumisse a não saber ler e o botão 6 no elevador estar virado ao contrário e parecer um 9, lá lhe indiquei qual era o botão em que tinha de carregar para chegar ao sexto andar e voltei para casa. Mas não conseguia parar de pensar será que deveria ter acompanhado a senhora até ao seu destino, será que a sua confusão eram mesmo só os botões trocados no elevador ou será que era algo mais grave? Depois não consegui deixar de pensar o quão horrivel deve ser estar naquela situação. Senti-me bastante mal com tudo isto e lembrei-me de uma história que li há algum tempo sobre o verdadeiro amor (penso que de um livro chamado Além do que se ouve):
"Conta-se que um senhor idoso chegou a um consultório médico para fazer um curativo em sua mão, que apresentava um corte profundo. Demonstrando estar muito apressado, solicitou urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso, perguntou ao paciente o que tinha de tão urgente para fazer. O simpático velhinho disse-lhe que todas as tardes visita sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de Alzheimer em estágio muito avançado.
O médico, muito preocupado com o atraso no atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
Ao que o senhor respondeu:
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos não me reconhece mais.
Então o médico questionou aquele ancião:
- Mas então porque a necessidade de estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho deu um sorriso sereno e, batendo de leve no ombro do médico, respondeu:
- Ela não sabe quem sou. Mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve de segurar suas lágrimas enquanto pensava…
…É esse o tipo de amor que quero para minha vida.
O verdadeiro amor não se resume ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é…
De tudo que foi um dia… Do que será amanhã… E do que já não é mais!"
Afortunados aqueles que encontrarem um amor assim na sua vida. Que em todos os momentos lhe dê a mão e diga, estou aqui. Estou contigo...
"Conta-se que um senhor idoso chegou a um consultório médico para fazer um curativo em sua mão, que apresentava um corte profundo. Demonstrando estar muito apressado, solicitou urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso, perguntou ao paciente o que tinha de tão urgente para fazer. O simpático velhinho disse-lhe que todas as tardes visita sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de Alzheimer em estágio muito avançado.
O médico, muito preocupado com o atraso no atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
Ao que o senhor respondeu:
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos não me reconhece mais.
Então o médico questionou aquele ancião:
- Mas então porque a necessidade de estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho deu um sorriso sereno e, batendo de leve no ombro do médico, respondeu:
- Ela não sabe quem sou. Mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve de segurar suas lágrimas enquanto pensava…
…É esse o tipo de amor que quero para minha vida.
O verdadeiro amor não se resume ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é…
De tudo que foi um dia… Do que será amanhã… E do que já não é mais!"
Afortunados aqueles que encontrarem um amor assim na sua vida. Que em todos os momentos lhe dê a mão e diga, estou aqui. Estou contigo...
Duvidas
Tantas palavras por dizer, tantas emoções por partilhar, tantas aventuras por contar, tantos abraços por dar, tanto carinho por receber. Pego no telefone. Ligo? Não, não ligo! Provavelmente nem vai atender. Começo a escrever uma mensagem, mas não quero incomodar. É melhor não o fazer! Até porque não quero mais desilusões. É frustrante quando estas coisas acontecem. Querer falar com alguém e não poder, querer contar aquelas coisinhas banais que de tão insignificantes quase não interessam mas ao mesmo tempo são engraçadas o suficiente para querermos partilhá-las com alguém. Querer partilhar uma alegria, uma tristeza ou simplesmente saber como o outro está. Ligar e dizer Olá, não tenho nada para dizer só queria ouvir a tua voz. Poder dizer que as saudades apertam o coração. Querer pedir desculpas. Querer mostrar o que é realmente importante e sentirmo-nos impotentes. Quero partilhar os meus sentimentos, a minha vida pego novamente no telefone mas depois lembro-me, não, vais-lhe contar isso porquê? Vocês já não estão juntos, ele provavelmente nem quer saber. É chocante estarmos habituados a pensar numa pessoa, partilhar a nossa vida e quando tudo muda? Quando, por algum motivo, essa pessoa já não está lá? E quando não conseguimos? Quando não aguentamos mais, o que fazemos?
Na noite...
Olhava-se no espelho, estava pálida. Já tinha repetido mentalmente aquele discurso vezes sem conta e continuava com a certeza de que desta vez ia conseguir. Desta vez ia conseguir dizer tudo o que lhe ia na alma, dizer tudo o que sentia. Expressar-se de forma perceptível, que não deixasse margem para duvidas.
Enquanto saia de casa e entrava no carro, preparava-se mentalmente para o que se iria passar. Mas nada a conseguiria preparar para o que aí vinha. Nada!
Não conseguia articular palavras coerentes, todas as frases objectivas que expressavam os seus sentimentos e desejos foram esquecidas. O choro e o vómito premente era só nisso que pensava, tinha de se controlar. Chorar ainda vá, mas vomitar nunca. Usou de todo o auto controlo que possuía mas não foi suficiente, o seu estômago foi mais teimoso. Não conseguia respirar, não sentia as pernas. Não sabia o que fazer. Quando tudo passou, uma coisa ficou. Acabou...
Ainda não consegue acreditar mas agora que a saudade é mais forte anseia por um abraço, um doce acalmar desta maré de duvidas e desconfianças. E na noite procura um sinal...
Enquanto saia de casa e entrava no carro, preparava-se mentalmente para o que se iria passar. Mas nada a conseguiria preparar para o que aí vinha. Nada!
Não conseguia articular palavras coerentes, todas as frases objectivas que expressavam os seus sentimentos e desejos foram esquecidas. O choro e o vómito premente era só nisso que pensava, tinha de se controlar. Chorar ainda vá, mas vomitar nunca. Usou de todo o auto controlo que possuía mas não foi suficiente, o seu estômago foi mais teimoso. Não conseguia respirar, não sentia as pernas. Não sabia o que fazer. Quando tudo passou, uma coisa ficou. Acabou...
Ainda não consegue acreditar mas agora que a saudade é mais forte anseia por um abraço, um doce acalmar desta maré de duvidas e desconfianças. E na noite procura um sinal...
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Naquela noite...
Enquanto os amigos se divertiam a ouvir musica e a admirar as luzes azuis do carro, ela sentia uma urgência de sair dali. Queria ir-se embora, naquele dia sentia que não pertencia ali. As conversas, os risos, nada fazia sentido na cabeça dela. Só queria sair dali.
Eles não se apercebiam de nada e continuavam a admirar o tunning... Queriam levá-la a casa, mas ela só queria sair dali. Sair, correr, fugir. Eles insistiam mas na primeira oportunidade que teve foi-se embora sozinha.
Estava escuro como breu, mal conseguia ver o caminho para casa. A lua cheia lá no alto tentava dar alguma claridade ao caminho sinuoso que calcorreava por entre as árvores. Sem saber porquê começou a ficar amedrontada.
Já tinha feito aquele caminho vezes sem conta, tantas noites andara sozinha por ali e nunca tinha reparado naqueles barulhos estranhos. O bater das chapas de metal do armazém pré fabricado, o uivar do vento, o ranger das árvores, parecia-lhe tudo tão estranho.
Seria o caminho que estava diferente ou ela? Tendo em conta os acontecimentos da noite, o não conseguir enquadrar-se com os amigos, o desespero em querer desaparecer e estar sozinha, se calhar era mesmo o caminho que estava diferente. Ela continuava igual a si mesma, estranha, desenquadrada, com pressa de não chegar a lado nenhum.
Mas naquela noite algo estava diferente. E ela tinha medo. Cada vez andava mais rápido, mais rápido.
Ao chegar à entrada do prédio já corria e olhava para trás desconfiada. Mas, como é óbvio, não vinha ninguém atrás dela. Não havia vivalma naquela rua que continuava sombria e assustadora. Tudo lhe parecia diferente, naquela noite. Enquanto lutava com a fechadura para conseguir abrir a porta a sua respiração tornava-se cada vez mais ofegante, hiperventilava, não percebia porquê.
Só queria entrar e não conseguia. A porta não abria e ela já se sentia sem forças, completamente impotente, tremia.
Só queria entrar, só queria sentir-se novamente em segurança. Só queria voltar a sentir aquele abraço forte que lhe tirava todos os medos. O que tinha mudado naquela noite?
Alguns minutos depois, já estava cega pelo terror de, talvez, nunca conseguir entrar e finalmente a porta abriu-se. Entrou no prédio a correr, subiu os vários lanços de escadas a correr mais, cada vez corria mais, cada vez mais ofegante. Queria voltar a sentir-se segura, não queria sentir medo.
Medo nem sabia do quê, mas sentia que algo estava diferente. Naquela noite tudo mudou. Quase caia enquanto corria escada acima, parecia que o seu piso nunca mais chegava, parecia que as escadas eram cada vez mais e os degraus cada vez maiores. Pelo menos já não estava escuro, já não havia barulho. Os únicos barulhos que conseguia ouvir eram os seus passos atabalhoados escada acima.
Finalmente chegou ao seu andar, chave na mão... mais uma luta com a fechadura. Desta vez foi mais fácil, já não tremia. Entrou em casa e a correr fechou todas as janelas e estores. Precipitou-se para a cama, agarrou a almofada com toda a força que ainda lhe restava, apagou a luz, fechou os olhos e dormiu na escuridão do silêncio.
Mesmo sem perceber, algo tinha mudado naquela noite. E não eram os amigos, o vento, as árvores, a rua, a lua. Era apenas ela...
Eles não se apercebiam de nada e continuavam a admirar o tunning... Queriam levá-la a casa, mas ela só queria sair dali. Sair, correr, fugir. Eles insistiam mas na primeira oportunidade que teve foi-se embora sozinha.
Estava escuro como breu, mal conseguia ver o caminho para casa. A lua cheia lá no alto tentava dar alguma claridade ao caminho sinuoso que calcorreava por entre as árvores. Sem saber porquê começou a ficar amedrontada.
Já tinha feito aquele caminho vezes sem conta, tantas noites andara sozinha por ali e nunca tinha reparado naqueles barulhos estranhos. O bater das chapas de metal do armazém pré fabricado, o uivar do vento, o ranger das árvores, parecia-lhe tudo tão estranho.
Seria o caminho que estava diferente ou ela? Tendo em conta os acontecimentos da noite, o não conseguir enquadrar-se com os amigos, o desespero em querer desaparecer e estar sozinha, se calhar era mesmo o caminho que estava diferente. Ela continuava igual a si mesma, estranha, desenquadrada, com pressa de não chegar a lado nenhum.
Mas naquela noite algo estava diferente. E ela tinha medo. Cada vez andava mais rápido, mais rápido.
Ao chegar à entrada do prédio já corria e olhava para trás desconfiada. Mas, como é óbvio, não vinha ninguém atrás dela. Não havia vivalma naquela rua que continuava sombria e assustadora. Tudo lhe parecia diferente, naquela noite. Enquanto lutava com a fechadura para conseguir abrir a porta a sua respiração tornava-se cada vez mais ofegante, hiperventilava, não percebia porquê.
Só queria entrar e não conseguia. A porta não abria e ela já se sentia sem forças, completamente impotente, tremia.
Só queria entrar, só queria sentir-se novamente em segurança. Só queria voltar a sentir aquele abraço forte que lhe tirava todos os medos. O que tinha mudado naquela noite?
Alguns minutos depois, já estava cega pelo terror de, talvez, nunca conseguir entrar e finalmente a porta abriu-se. Entrou no prédio a correr, subiu os vários lanços de escadas a correr mais, cada vez corria mais, cada vez mais ofegante. Queria voltar a sentir-se segura, não queria sentir medo.
Medo nem sabia do quê, mas sentia que algo estava diferente. Naquela noite tudo mudou. Quase caia enquanto corria escada acima, parecia que o seu piso nunca mais chegava, parecia que as escadas eram cada vez mais e os degraus cada vez maiores. Pelo menos já não estava escuro, já não havia barulho. Os únicos barulhos que conseguia ouvir eram os seus passos atabalhoados escada acima.
Finalmente chegou ao seu andar, chave na mão... mais uma luta com a fechadura. Desta vez foi mais fácil, já não tremia. Entrou em casa e a correr fechou todas as janelas e estores. Precipitou-se para a cama, agarrou a almofada com toda a força que ainda lhe restava, apagou a luz, fechou os olhos e dormiu na escuridão do silêncio.
Mesmo sem perceber, algo tinha mudado naquela noite. E não eram os amigos, o vento, as árvores, a rua, a lua. Era apenas ela...
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